CLAs
Os Centros Locais de Aprendizagem são núcleos
vocacionados para a promoção de atividades orientadas pelos princípios da
Aprendizagem ao Longo da Vida. Estes resultam da criação de parcerias entre a
Universidade Aberta e a sociedade civil, procurando desenvolver uma
intervenção, em termos culturais e educativos, enquadrada nas dinâmicas locais
e de acordo com as especificidades da respetiva área de influência.
A sua ação não só privilegia a aquisição de
competências no uso das Tecnologias Digitais, como também o desenvolvimento de
outras competências - académicas, profissionais, culturais e cívicas - em
diferentes áreas. Assim, são dinamizadas ações educativas de âmbito formal,
não-formal e informal, com vista a dar oportunidades de aprendizagem às populações
que geograficamente estão desfavorecidas e propensas à exclusão.
Por sua vez, os Centros Locais de
Aprendizagem são responsáveis: pelo suporte logístico e instrumental aos
estudantes residentes na respetiva área de intervenção; pela coordenação e organização
do processo de avaliação; e pela divulgação da oferta educativa da Universidade
Aberta e da especificidade do seu sistema de ensino-aprendizagem presencial.
ELO
A ELO foi criada para concretizar uma das
atribuições da UMCLA, concretamente a de promover o desenvolvimento de projetos
de investigação em áreas prioritárias dos CLA., estando, assim, vocacionada
para a realização de investigação-ação no âmbito das problemáticas do local,
procurando congregar investigadores de diversas áreas do saber com vista à
elaboração de estudos multi e transdisciplinares.
A ELO tem como objetivos gerais:
1. Contribuir para o desenvolvimento da
investigação científica e do desenvolvimento local, através da realização de
projetos de investigação-ação, coletivos ou individuais, em parceria com
instituições e atores sociais locais.
2. Desenvolver investigação científica
aplicada, numa perspetiva multi e transdisciplinar;
• Proporcionar um espaço para o diálogo e
desenvolvimento de projetos entre investigadores das ciências sociais e
humanas, ciências exatas e tecnológicas.
3. Apoiar a formação superior avançada dos
coordenadores dos CLAs e dos estudantes da UAb.
4. Criar redes nacionais e internacionais de
cooperação científica e tecnológica entre investigadores, universidades,
centros de investigação e empresas;
5. Promover a publicação e edição de
trabalhos científicos e a produção de conteúdos para os media digitais sobre as
problemáticas do local.
Composição:
1. São membros efetivos da ELO os elementos
da UMCLA, bem como os coordenadores dos Centros Locais de Aprendizagem.
2. A categoria de investigadores
colaboradores será aplicada a: Professores da UAb que participem no programa de
atividades da ELO; Professores de outras Instituições Universitárias que
integrem as Unidades de Investigação com parcerias estabelecidas com a ELO
(através da Reitoria da Universidade Aberta); Eventuais bolseiros de
investigação recrutados nas diversas áreas científicas em que se projeta
desenvolver pesquisas.
3. A categoria de investigador efetivo não
implica o estabelecimento de um vínculo de pertença exclusiva à ELO que seja
incompatível com a integração ou colaboração em outras unidades de Investigação.
Compete aos membros efetivos da ELO:
a) Promover o estabelecimento de parcerias
entre a ELO (através dos órgãos competentes da Universidade Aberta) e Centros
de Investigação, com vista a desenvolver projetos de pesquisa nas áreas
territoriais dos Centros Locais de Aprendizagem ou sobre essas áreas.
b) Coordenar ou acompanhar os trabalhos dos
projetos de investigação desenvolvidos no interior da ELO ou que resultem das
parcerias enunciadas na alínea anterior.
c) Organizar pesquisa a ser concretizada
pelos coordenadores dos CLA e por estudantes de Pós-Graduação da UAb, em áreas
identificadas como prioritárias no Projeto de Desenvolvimento/Investigação,
desde que estejam adequadas às competências científicas de cada membro.
d) Promover formações pós-graduadas com
pertinência identitária para as autarquias onde estão sedeados os CLA.
Organização:
A ELO tem um coordenador responsável,
designado pelo Reitor, de entre os seus membros efetivos.
UNIDADE MÓVEL DE INVESTIGAÇÃO EM ESTUDOS DO
LOCAL
O Projeto de
Desenvolvimento/Investigação dos Centros Locais da Universidade Aberta,
2012-2016, da unidade móvel de investigação em estudos do local, tem
na sua génese um duplo objetivo que tende a concretizar-se nas duas
características que o definem. É, antes de mais, um projeto de ação com vista a
desenvolver e a consolidar os Centros Locais de Aprendizagem, núcleos que, a
par das Delegações, integram os serviços desconcentrados da Universidade
Aberta, previstos na sua estrutura orgânica e em funcionamento progressivo
desde Setembro de 2008. Em simultâneo, trata-se de um projeto de investigação
na área de Desenvolvimento local e societário porque a sistemática monitorização
das iniciativas, práticas e áreas de intervenção dos CLA corresponde ao corpus
da pesquisa a realizar.
Objetivos:
-
Consolidar canais de comunicação entre a rede dos CLA e os serviços centrais da
UAb, privilegiando o apoio sólido e amplo aos estudantes e formandos, seja
através da dinamização de ações de natureza científica, académica ou sociocultural,
seja através da garantia de boas práticas de avaliação.
- Ampliar a rede de colaboração
interinstitucional, de âmbito local e nacional, com vista ao alargamento da ação
dos CLA e a uma maior proximidade das iniciativas dos CLA às necessidades
locais.
- Desenvolver estratégias de planificação e
dinamização de atividades de âmbito académico, científico e sociocultural, em
estreita articulação com os Departamentos.
- Desenvolver dinâmicas orientadas para a
promoção da Inclusão Digital, através da participação na Rede Ibérica de
Observatórios para a Literacia e Inclusão Digital, entre outras.
- Criar dinâmicas orientadas para a
Empregabilidade e Aprendizagem ao Longo da Vida, através do envolvimento direto
dos Departamentos da UAb, da UALV e das organizações e atores locais.
Premissas:
Dando primazia às dinâmicas do local e da
colaboração institucional, a vocação académica, científica e sociocultural da
rede dos CLA exige a adoção de estratégias de planeamento típicas de sistemas
abertos e complexos.
Fortemente condicionada pelas problemáticas e
particularidades do desenvolvimento local e pela grande diversidade de atores
que nelas participam, a rede dos CLA orienta-se por um conjunto de vetores
estratégicos que privilegiam, para o horizonte temporal de 2012-2016, os
seguintes âmbitos de ação: • Institucional • Interinstitucional • Académico •
Cultural, Educativo e Social.
Um projeto de desenvolvimento de uma ampla
rede, como é o caso dos CLA, e com a diversidade de parcerias e de âmbitos de ação
que envolve, tem de ser perspetivado em períodos temporais de média duração.
Por esta razão, entendemos que o projeto de incremento e aperfeiçoamento desta
rede não deve ser dimensionado e programado para um horizonte temporal inferior
a 4 anos.
Este projeto faz todo o sentido numa universidade virtual
e global, pois a universidade virtual pode ser considerada um sistema mais
avançado e interativo do que a universidade à distância. Sendo este modelo já
desenvolvido por alguns estabelecimentos de ensino superior europeus, devendo
proporcionar a aquisição de conhecimentos a todos os que, pelos motivos mais
diversos, não possam ou não queiram concluir a sua aprendizagem e formação
pelos sistemas tradicionais.
Assim,
a universidade virtual deve constituir um complemento e um apoio para
determinadas circunstâncias e pessoas, contudo nunca deverá passar a ser uma forma
autónoma e única de ensinar e de aprender.
Refletindo, posso dizer que
o meu trabalho está muito ligado ao desenvolvimento local, pois o IEFP tem como
objetivo dar formação a um grupo de indivíduos que se encontrem em situação de desemprego e que tenham uma consequente
necessidade de reorientação profissional. Contudo, uma grande maioria dos
formandos já são desempregados de longa duração, estando dessa forma a receber
o Rendimento Social de Inserção (RSI), sendo pessoas com muitas carências
económicas, sociais e afetivas.
Assim sendo, a oferta
pedagógica tem como objetivo melhorar os seus níveis de escolaridade e
qualificação profissional, valorizando e promovendo uma cidadania ativa de
inclusão social e profissional. Eu como formadora lido com esta realidade mas o
meu papel não é muito interventivo, pois apenas me cabe dar a formação de
Linguagem e Comunicação.
Webgrafia
http://www.uab.pt/web/guest/organizacao/servicos/servicos-desconcentrados/cla
https://www.uab.pt/web/guest/organizacao/umcla/elo/regulamento
https://www.uab.pt/web/guest/organizacao/umcla/elo/investigacao
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