segunda-feira, 16 de março de 2015

Tema 3 - Projetos educativos e desenvolvimento local: os CLA'S da Universidade Aberta

CLAs
Os Centros Locais de Aprendizagem são núcleos vocacionados para a promoção de atividades orientadas pelos princípios da Aprendizagem ao Longo da Vida. Estes resultam da criação de parcerias entre a Universidade Aberta e a sociedade civil, procurando desenvolver uma intervenção, em termos culturais e educativos, enquadrada nas dinâmicas locais e de acordo com as especificidades da respetiva área de influência.
A sua ação não só privilegia a aquisição de competências no uso das Tecnologias Digitais, como também o desenvolvimento de outras competências - académicas, profissionais, culturais e cívicas - em diferentes áreas. Assim, são dinamizadas ações educativas de âmbito formal, não-formal e informal, com vista a dar oportunidades de aprendizagem às populações que geograficamente estão desfavorecidas e propensas à exclusão.
Por sua vez, os Centros Locais de Aprendizagem são responsáveis: pelo suporte logístico e instrumental aos estudantes residentes na respetiva área de intervenção; pela coordenação e organização do processo de avaliação; e pela divulgação da oferta educativa da Universidade Aberta e da especificidade do seu sistema de ensino-aprendizagem presencial.

ELO
A ELO foi criada para concretizar uma das atribuições da UMCLA, concretamente a de promover o desenvolvimento de projetos de investigação em áreas prioritárias dos CLA., estando, assim, vocacionada para a realização de investigação-ação no âmbito das problemáticas do local, procurando congregar investigadores de diversas áreas do saber com vista à elaboração de estudos multi e transdisciplinares.
A ELO tem como objetivos gerais:
1. Contribuir para o desenvolvimento da investigação científica e do desenvolvimento local, através da realização de projetos de investigação-ação, coletivos ou individuais, em parceria com instituições e atores sociais locais.
2. Desenvolver investigação científica aplicada, numa perspetiva multi e transdisciplinar;
• Proporcionar um espaço para o diálogo e desenvolvimento de projetos entre investigadores das ciências sociais e humanas, ciências exatas e tecnológicas.
3. Apoiar a formação superior avançada dos coordenadores dos CLAs e dos estudantes da UAb.
4. Criar redes nacionais e internacionais de cooperação científica e tecnológica entre investigadores, universidades, centros de investigação e empresas;
5. Promover a publicação e edição de trabalhos científicos e a produção de conteúdos para os media digitais sobre as problemáticas do local.

Composição:
1. São membros efetivos da ELO os elementos da UMCLA, bem como os coordenadores dos Centros Locais de Aprendizagem.
2. A categoria de investigadores colaboradores será aplicada a: Professores da UAb que participem no programa de atividades da ELO; Professores de outras Instituições Universitárias que integrem as Unidades de Investigação com parcerias estabelecidas com a ELO (através da Reitoria da Universidade Aberta); Eventuais bolseiros de investigação recrutados nas diversas áreas científicas em que se projeta desenvolver pesquisas.
3. A categoria de investigador efetivo não implica o estabelecimento de um vínculo de pertença exclusiva à ELO que seja incompatível com a integração ou colaboração em outras unidades de Investigação.

Compete aos membros efetivos da ELO:
a) Promover o estabelecimento de parcerias entre a ELO (através dos órgãos competentes da Universidade Aberta) e Centros de Investigação, com vista a desenvolver projetos de pesquisa nas áreas territoriais dos Centros Locais de Aprendizagem ou sobre essas áreas.
b) Coordenar ou acompanhar os trabalhos dos projetos de investigação desenvolvidos no interior da ELO ou que resultem das parcerias enunciadas na alínea anterior.
c) Organizar pesquisa a ser concretizada pelos coordenadores dos CLA e por estudantes de Pós-Graduação da UAb, em áreas identificadas como prioritárias no Projeto de Desenvolvimento/Investigação, desde que estejam adequadas às competências científicas de cada membro.
d) Promover formações pós-graduadas com pertinência identitária para as autarquias onde estão sedeados os CLA.

Organização:
A ELO tem um coordenador responsável, designado pelo Reitor, de entre os seus membros efetivos.

UNIDADE MÓVEL DE INVESTIGAÇÃO EM ESTUDOS DO LOCAL
O Projeto de Desenvolvimento/Investigação dos Centros Locais da Universidade Aberta, 2012-2016, da unidade móvel de investigação em estudos do local, tem na sua génese um duplo objetivo que tende a concretizar-se nas duas características que o definem. É, antes de mais, um projeto de ação com vista a desenvolver e a consolidar os Centros Locais de Aprendizagem, núcleos que, a par das Delegações, integram os serviços desconcentrados da Universidade Aberta, previstos na sua estrutura orgânica e em funcionamento progressivo desde Setembro de 2008. Em simultâneo, trata-se de um projeto de investigação na área de Desenvolvimento local e societário porque a sistemática monitorização das iniciativas, práticas e áreas de intervenção dos CLA corresponde ao corpus da pesquisa a realizar.

Objetivos:
 - Consolidar canais de comunicação entre a rede dos CLA e os serviços centrais da UAb, privilegiando o apoio sólido e amplo aos estudantes e formandos, seja através da dinamização de ações de natureza científica, académica ou sociocultural, seja através da garantia de boas práticas de avaliação.
- Ampliar a rede de colaboração interinstitucional, de âmbito local e nacional, com vista ao alargamento da ação dos CLA e a uma maior proximidade das iniciativas dos CLA às necessidades locais.
- Desenvolver estratégias de planificação e dinamização de atividades de âmbito académico, científico e sociocultural, em estreita articulação com os Departamentos.
- Desenvolver dinâmicas orientadas para a promoção da Inclusão Digital, através da participação na Rede Ibérica de Observatórios para a Literacia e Inclusão Digital, entre outras.
- Criar dinâmicas orientadas para a Empregabilidade e Aprendizagem ao Longo da Vida, através do envolvimento direto dos Departamentos da UAb, da UALV e das organizações e atores locais.

Premissas:
Dando primazia às dinâmicas do local e da colaboração institucional, a vocação académica, científica e sociocultural da rede dos CLA exige a adoção de estratégias de planeamento típicas de sistemas abertos e complexos.
Fortemente condicionada pelas problemáticas e particularidades do desenvolvimento local e pela grande diversidade de atores que nelas participam, a rede dos CLA orienta-se por um conjunto de vetores estratégicos que privilegiam, para o horizonte temporal de 2012-2016, os seguintes âmbitos de ação: • Institucional • Interinstitucional • Académico • Cultural, Educativo e Social.
Um projeto de desenvolvimento de uma ampla rede, como é o caso dos CLA, e com a diversidade de parcerias e de âmbitos de ação que envolve, tem de ser perspetivado em períodos temporais de média duração. Por esta razão, entendemos que o projeto de incremento e aperfeiçoamento desta rede não deve ser dimensionado e programado para um horizonte temporal inferior a 4 anos.
Este projeto faz todo o sentido numa universidade virtual e global, pois a universidade virtual pode ser considerada um sistema mais avançado e interativo do que a universidade à distância. Sendo este modelo já desenvolvido por alguns estabelecimentos de ensino superior europeus, devendo proporcionar a aquisição de conhecimentos a todos os que, pelos motivos mais diversos, não possam ou não queiram concluir a sua aprendizagem e formação pelos sistemas tradicionais.
Assim, a universidade virtual deve constituir um complemento e um apoio para determinadas circunstâncias e pessoas, contudo nunca deverá passar a ser uma forma autónoma e única de ensinar e de aprender.
Refletindo, posso dizer que o meu trabalho está muito ligado ao desenvolvimento local, pois o IEFP tem como objetivo dar formação a um grupo de indivíduos que se encontrem em situação de desemprego e que tenham uma consequente necessidade de reorientação profissional. Contudo, uma grande maioria dos formandos já são desempregados de longa duração, estando dessa forma a receber o Rendimento Social de Inserção (RSI), sendo pessoas com muitas carências económicas, sociais e afetivas.
Assim sendo, a oferta pedagógica tem como objetivo melhorar os seus níveis de escolaridade e qualificação profissional, valorizando e promovendo uma cidadania ativa de inclusão social e profissional. Eu como formadora lido com esta realidade mas o meu papel não é muito interventivo, pois apenas me cabe dar a formação de Linguagem e Comunicação.

Webgrafia
http://www.uab.pt/web/guest/organizacao/servicos/servicos-desconcentrados/cla
https://www.uab.pt/web/guest/organizacao/umcla/elo/regulamento
https://www.uab.pt/web/guest/organizacao/umcla/elo/investigacao

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